Resenhas

O conto da Aia | Margaret Atwood

Vou começar essa resenha informando que esse livro foi um soco no meu estômago a cada capítulo que eu lia. O conto da Aia é uma distopia onde a democracia e os EUA não existem mais. Denominado agora como republica de Gilard, onde é pregado um regime totalitário teocrático e com isso as mulheres perderam todos os seus direitos.

Nessa obra temos uma narrativa aos olhos da Aia Offred. Em Gilead as mulheres são classificas em três partes: as Aias tem o papel de apenas procriar nessa nova sociedade. Com alguns prolemas que houveram no meio ambiente após uma catástrofe nuclear, boa parte das mulheres ficaram estéril, com isso dentro das casas de pessoas importantes como os Comandantes tem sempre uma Aia para que elas possam gerar seus filhos. Nessas casas também vamos encontrar as Marthas, são mulheres que também ficaram estéreis e cuidam da casa e comida. Por ultimo temos as Tias, elas são responsáveis em cuidar e doutrinar as Aias.  

“Não somos concubinas, somos úteros com pernas”

Offred tem uma rotina diária de ir ao mercado todos os dia com sua companheira Ofglen. Elas só podem sair na rua em dupla pois correm riscos se andarem sozinhas. Todos os meses acontece a Cerimonia onde a família a quem a Aia pertence faz uma espécie de ritual antes do ato sexual, isso acontece sempre no período fértil da Aia.  

Ao longo dos capítulos vamos conhecendo um pouco do passado da Offred, que tinha emprego, marido e filha,  depois que essa mudança radical aconteceu ela não soube mais sobre o paradeiro de ambos. 

Como havia falado no início dessa resenha esse livro foi extremamente impactante e doloroso,  acredito que esse tipo de sentimento aconteça com todas as mulheres que leram essa obra. A narrativa é um pouco arrastada e com isso algumas pessoas possam achar massante, mas com tudo é uma obra espetacular. 

Ficha Técnica 
Título: O conto da Aia
Autora: Margaret Atwood
Editora: Rocco
Gênero: Distopia
Páginas: 368

Flaviane Vilar

Me chamo Flaviane Vilar, tenho 30 anos e sou de Juazeiro do Norte – CE. Criei o Façanhas Literárias em 2019 e é através desse espaço que compartilho as coisas que mais amo.

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